Gondomar na linha da frente
Sinto-me frustrado sempre que percebo que Gondomar é visto como um concelho secundário no distrito do Porto e, como gondomarense que sou, lamento que Gondomar ainda não se tenha demarcado dos outros concelhos.
Este lamento ganha maior dimensão quando revejo na nossa terra potencial, tanto a nível industrial (com indústrias de topo como a da ourivesaria, a da madeira, a metalomecânica, por exemplo), como a nível turístico ou a nível agrícola.
Mas, estas indústrias precisam de se modernizar. É agora, gondomarenses, que temos de dar o salto, de virar a página, para sermos um concelho de topo, que gere riqueza, que seja capaz de competir com indústrias desenvolvidas nacionais ou até mesmo internacionais.
Com todos os nossos recursos naturais e humanos, pergunto-me como é possível ainda não termos uma visão de modernidade.
Por exemplo, temos o Douro. Um rio que também é nosso para explorar. A nossa gastronomia ímpar em Portugal tem o direito de ser conhecida e esse trabalho tem de ser de todos nós. As nossas tradições tão próprias e tão nossas devem-nos orgulhar e têm de ser uma montra àquilo que de espectacular temos para oferecer.
Não basta só o que tem sido feito. Vamos, cada um de nós, convergir as nossas forças e as nossas vozes para elevar Gondomar a um nível que este concelho merece.
Vamos virar a página e abraçar a modernidade e a visão, dando condições aos empresários e empreendedores para investirem na nossa terra.
Vamos ser capazes de marcar a nossa identidade no plano autárquico e ser falados por este país fora por aquilo que de bom fazemos.
Vamos promover a cultura, apoiando quem realmente quer trabalha para a comunidade e para a arte.
Vamos ser capazes de ordenar o nosso território convenientemente criando uma nova baixa para a cidade, onde o comércio será tido em conta com todo o respeito que lhe devemos.
Vamos industrializar as nossas actividades económicas para canalizarmos meios e fundos para darmos o salto que nos falta, promovendo, por exemplo, mais zonas industriais.
Vamos apoiar a agricultura e demarcar a nossa marca agrícola gondomarense para que toda a população, a preços competitivos possam consumir os nossos produtos, apostando em pequenos mercados com os nossos produtos, dando assim emprego a quem quer trabalhar e distribuindo oportunidades a quem quer “subir na vida”.
Sou membro da Juventude Popular com orgulho pois, só a Juventude Popular faz campanha 365 dias por ano pela nossa terra, não apenas nas épocas de conveniência política.
Não fazemos só política: sabemos apoiar os gondomarenses, ouvir as associações culturais, as pequenas empresas e fazemo-lo incessantemente porque amamos a nossa terra.
Gondomarenses, juntem-se a nós. Convergiremos as nossas vozes, trabalharemos pelo nosso concelho, remaremos todos no mesmo sentido para, contra aqueles que não acreditam que é possível, mostrar a nossa competência, o nosso rigor, o nosso mérito a toda a gente.
Por mais que pense, não encontro nenhum motivo para Gondomar não estar na linha da frente!
Um bem-haja a todos os gondomarenses,
Viva Gondomar!
Muito bom texto!
Uma posição que espelha a forma de pensar de muitos daqueles que andam pela JP e, felizmente, também noutras jotas, embora a respectiva forma de intervenção se cinja ao plano mediático e de campanha. Assim, o resto do ano preenche-se de vazio e denigre a imagem de políticos e Políticas que, por qualquer razão acabam por ser a parte tomada pelo todo.
Há localidades mais talhadas para certas áreas do que outras. Não se pode querer – ou melhor, pode-se, mas não é possível – que se tenha Indústria ao nível da Maia, Trofa ou Guimarães; um Turismo ao nível da Póvoa (ainda que este esteja completamente desfasado da realidade), Espinho ou Figueira. Mas é, sim, legítimo pedir cada vez mais e melhor. Mais atenção às necessidades e potencialidades de um concelho, mais investimento, mais preocupação com as reais questões da actualidade.
Gondomar sempre me recordou a perfeição da arte do ouro, da filigrana. Sempre que me lembro de Gondomar, lembro-me de Paredes, Penafiel, Valongo, Póvoa. Cidades “algumas” vezes desprezadas pelo próprio Porto. Ou porque não são consideradas “dignas” ou pelo papel que se lhes foi sendo relegado como “satélites”, tendo, aos poucos, algumas delas, libertado-se desse “baptismo”.
Acho impressionante que, por exemplo, a Póvoa, tenha tido 0 euros de PIDDAC. 0 euros, meus senhores! Isto dá que pensar…
No último Congresso distrital, em Paredes (e bem haja a Cristiana por nos ter recebido), houve quem tivesse mostrado ira, revolta, incompreensão pelo facto de o Porto ser constantemente relegado para segundo plano face ao papel todo poderoso da capital. Curiosamente, como eu os compreendi… como sei qual é a mágoa de sofrer a dobrar. Não apenas por ser, como portuense por afectação distrital (orgulhosamente), relegado para segundo plano a nível nacional. Mas como poveiro – e, como eu, gente de Gondomar, Paredes, Penafiel e outros – que sofre o mesmo por arrastamento de dependência da “sub capital”: o Porto. Sofrer a dobrar…
Vocês mostram sempre a vossa força, a vossa coesão e a vossa seriedade. Continuem assim!
Um abraço amigo, meus caros!
Concordo plenamente contigo. Revejo-me nesse sentimento de frustração por Gondomar ter tantos recursos onde apostar e continuar na sua maioria “adormecido” e muitas vezes “esquecido”. É preciso elevar Gondomar a outro nível – mais independente e mais competitivo. E promover todos os sectores que enumeraste e bem. Para que todos possam reconhecer Gondomar pelas suas coisas boas.
Continua Tiago e continuem juventude Popular!